A CASA DE TUPÃ

Hotel

A CASA DE TUPÃ

Kûa­ra, que em tupi-gua­ra­ni sig­ni­fi­ca o sol, traz mui­ta luz e reve­rên­cia à ori­gem do povo bra­si­lei­ro. Valo­ri­zan­do a cul­tu­ra nati­va local, o hotel pre­o­cu­pou-se, tam­bém, com a pre­ser­va­ção da natu­re­za, reu­ti­li­zan­do mui­to da estru­tu­ra do anti­go empre­en­di­men­to e explo­ran­do a vege­ta­ção tro­pi­cal.

David Guer­ra
Arrai­al D’Ajuda, BA

O pro­je­to é mar­can­te pela con­tem­po­ra­nei­da­de e pelo diá­lo­go entre os deta­lhes arqui­tetô­ni­cos e de inte­ri­o­res que res­ga­ta a bos­sa bra­si­lei­ra. Em uma diver­si­da­de de espé­ci­es, como cuma­ru, tata­ju­ba, ipê e pero­ba, a  pre­sen­ça da madei­ra per­pas­sa os ele­men­tos estru­tu­rais — pisos, for­ros, bri­ses, vene­zi­a­nas e pai­néis -, mobi­liá­rio e deta­lhes, impri­min­do uma esté­ti­ca reple­ta de nuan­ces e tra­mas, na qual os hós­pe­des são con­vi­da­dos a imer­gir, em um valo­ro­so tra­ba­lho de mar­ce­nei­ros dis­cí­pu­los do mes­tre Zani­ne Cal­das.

A pas­sa­re­la liga a recep­ção à área de lazer e con­duz o hós­pe­de no jogo de volu­me­tria arqui­tetô­ni­ca que conec­ta toda a estru­tu­ra do empre­en­di­men­to, em meio aos ele­men­tos natu­rais e com o cená­rio tro­pi­cal. 

A área de lazer mime­ti­za-se ao cená­rio prai­a­no e dis­po­ni­bi­li­za entre as atra­ções:  pis­ci­na com 500 m² e bor­da infi­ni­ta que cria a sen­sa­ção de cone­xão com o mar; deque de madei­ra para des­can­so e os banhos de sol, sau­na e, logo à fren­te, na fai­xa de areia da Praia de Pitin­ga, é pos­sí­vel rela­xar em espre­gui­ça­dei­ras e chai­ses, sen­tin­do a bri­sa e o som das ondas.

O res­tau­ran­te à bei­ra-mar é um dos pon­tos altos do pro­je­to. Com mais de 400 m² e capa­ci­da­de para mais de 100 pes­so­as, o local pos­sui ade­ga inde­pen­den­te, rica­men­te deta­lha­da à vis­ta, que reú­ne esté­ti­ca deco­ra­ti­va ao ele­men­to fun­ci­o­nal. Outro des­ta­que é o con­jun­to de 130 lumi­ná­ri­as, pro­du­zi­das arte­sa­nal­men­te por arte­sãos da região, que resul­ta em um con­jun­to orgâ­ni­co e harmô­ni­co, cri­an­do efei­tos de luz e movi­men­to. 

Já no bar da praia, as lumi­ná­ri­as são de, rodas de fibra de coco com diâ­me­tro de um metro, per­meá­veis em dois sen­ti­dos, que dei­xam a luz se espa­lhar pelo ambi­en­te à noi­te.

São 46 quar­tos, entre 35 e 69 m², além de mais 4 suí­tes de 139m², que inclu­em sala de estar, varan­da, cozi­nha equi­pa­da, lava­bo e varan­da com mesa para 10 luga­res e dois sofás de balan­ço. Em uma pro­pos­ta mul­ti­cul­tu­ral, autên­ti­ca e atem­po­ral, os mate­ri­ais natu­rais e arte­sa­nais — bam­bu, fibras natu­rais, palha, vime, cou­ro, pedras bra­si­lei­ras — fazem con­tra­pon­to aos reves­ti­men­tos ita­li­a­nos nos pisos e banhei­ros. 

A deli­ca­de­za, a rique­za de deta­lhes, a per­so­na­li­za­ção e, tam­bém, o luxo encon­tram-se em todas as aco­mo­da­ções, como as cabe­cei­ras de cama tra­ba­lha­das em tres­sê de cou­ro por

A vege­ta­ção nati­va foi pre­ser­va­da e incor­po­ra­da ao pro­je­to em um com­po­si­ção que con­tem­pla a diver­si­da­de de espé­ci­es e a exu­be­rân­cia de tona­li­da­des, tex­tu­ras e  folha­gens.

Pro­je­to arqui­tetô­ni­co: David Guer­ra (@davidguerra_arquiteto)
Pro­je­to pai­sa­gís­ti­co:  Feli­pe Fon­tes (@flp.paisagismo)
Pro­je­to Lumi­no­téc­ni­co: Moni­ca Rohlfs (in memo­ri­am)
Loca­li­za­ção: Arrai­al D’Ajuda, Por­to Segu­ro, BA
Tex­to Janaí­na Sil­va

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